As línguas românicas

Com a invasão da Península Ibérica por povos bárbaros de origem germânica, como os suevos, vândalos e visigodos, no século V d.C., a língua latina, dominante desde o século III a.C., sofreu grandes influências, mas sua base românica, consolidada durante tantos séculos, não foi alterada.

No entanto, esse processo, aliado ao esfacelamento do Império Romano, libera as forças linguísticas desagregadoras, de tal forma que em fins do século V os dialetos regionais já estariam mais próximos dos idiomas românicos do que do próprio latim.

Começa então o período do romance ou romanço, denominação que se dá à língua nessa fase de transição, que mistura o latim vulgar e os dialetos ibéricos, dando origem às diversas línguas românicas, ou neolatinas. Entre elas, as mais importantes são: francês, espanhol, italiano, sardo, provençal, rético, catalão, português, franco-provençal, dálmata e romeno.

Mas as invasão à Península Ibérica prosseguiram. No século VIII é a vez dos árabes: vindos do norte da África, eles conquistaram a região. Sua influência foi tão forte na língua que se acentuaram ainda mais as diferenças entre os vários romances existentes. com a chegada dos povos árabes, floresceram na Península as ciências e as artes, bem como a agricultura, a indústria e o comércio, com conseguente introdução de inúmeras palavras para designar novos e variados conhecimentos.